IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID 19 NOS ATENDIMENTOS DO PRONTO SOCORRO DE OFTALMOLOGIA EM UM HOSPITAL DO DISTRITO FEDERAL
As afecções oftalmológicas suscitam relevantes queixas nos prontos socorros ao redor do mundo, o objetivo deste estudo foi avaliar o perfil dos pacientes e os diagnósticos oculares mais prevalentes no serviço de Emergência de Oftalmologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) do Distrito Federal (DF), e o impacto da pandemia do Covid 19 nos atendimentos do serviço.
Trata-se de um estudo transversal e retrospectivo, foram analisados os dados dos prontuários eletrônicos (TRACK CARE) de 8192 pacientes do serviço de Emergência de Oftalmologia do HRT, no período de janeiro a junho de 2020, inicio da pandemia no Brasil. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (COEP) da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde/FEPECS/SES/DF sob o número CAAE 60165922.0.0000.5553. As variáveis obtidas para análise foram: gênero, idade, diagnósticos oculares das consultas obtidas através da Classificação Internacional de Doenças (CID).
Segundo a análise dos dados levantados, houve uma prevalência do sexo masculino (54,32%), com idade média de 38,28 anos, em relação ao sexo feminino foi de 38,82 anos. O diagnóstico mais prevalente foi formado pelo exame de olhos (11,25%), seguido de corpo estranho na córnea (9,45 %) e conjuntivites, sendo infecciosas e alérgicas (5,25 %). Em janeiro houve 2299 atendimentos, fevereiro 1842, março 1336, abril 872, maio 951 e junho 867. Evidenciando redução significativa do número de atendimentos após o início da pandemia, em março.
Observa-se impacto da pandemia do Covid 19 no número de atendimentos, podendo estar relacionado ao fato da população ter ficado mais receosa de ir ao hospital durante o período. Nota-se que, durante os meses de abril a junho, houve uma discrepância maior na diferença de consultas entre os sexos. Nesse período, os homens procuraram mais atendimentos que as mulheres. E, com maior higiene da população, redução das doenças infectocontagiosas, como conjuntivites.
Epidemiologia
Pesquisa Básica
Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) - Distrito Federal - Brasil
PAULA CHAVES BARBOSA, Gilson de Santana Menezes Junior, Rafaela de Andrade Silva Miranda, Emilly Priscilla Souza Robélio, Isabella Cristina Borges Pio, Ilana Lages Rebelo de Carvalho, Núbia Vanessa Lima, André Araújo Pinheiro, Adriana Sobral Lourenço, Breno Hermann Ferreira Gondim
Número de protocolo de comunicação à Anvisa: 2022379801